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22 de novembro de 2009

Bacalhau Espiritual

Acreditem ou não, eu nunca tinha feito este rico bacalhau!
Já tinha provado, mas foi coisa que em casa nunca se fez.
Quando passei pelo Pratos e Travessas e encontrei esta receita que a Mónica adaptou do
--> livro de Pantagruel achei que valia a pena tentar e assim foi. Adaptei somente as quantidades porque usei uma embalagem de bacalhau congelado, desfiado PD de 500 gr. e não resisti em colocar uma folha de louro. No entanto mantive as quantidades do creme.
-->
-->
Serviu também para aproveitar o pãozinho que sobrou de ontem.

500 gr bacalhau cozido (reservar água da cozedura)
200 gr pão seco
350 ml leite
400 gr cenouras raladas
2,5 dl azeite
1 alho ralado (dente)
200 gr cebola muito bem picada
louro sal pimenta preta

Para o creme:
4 c. sopa azeite
2 dl leite
2 dl água de cozer o bacalhau
50 gr farinha
2 gemas
sal noz moscada


Comecei por cozer o bacalhau.
Num tacho largo piquei a cebola, ralei as cenouras e alho (mais uma sugestão da Mónica) e refoguei em azeite até que a cebola fique translúcida. Temperei de sal e pimenta.
Juntei o bacalhau em lascas - prefiro assim do que desfeito e é também mais rápido!
Enquanto isto aqueci o leite no microondas e verti sobre o pão já em pedaços. Com um garfo ajudei a desfazer os pedaços mais resistentes. Junta-se também à mistura de bacalhau.
Rectifiquei o tempero.
Retirei a folha de louro e deitei o preparado numa travessa de ir ao forno.

Num tachinho pequeno deitei o azeite com a farinha. Levei a lume brando mexendo com a vara de arames. Fui juntando o leite e a água da cozedura do bacalhau aos poucos. Deixei a mistura engrossar, mexendo sempre. Temperei de sal e noz moscada.
Numa tacinha bati as gemas e verti no creme, em fio, mexendo sempre para não deixar cozer as gemas.
Este creme vai ao forno gratinar por cima do bacalhau.
Servi com azeitonas pretas.

Este bacalhau ficou aprovadissimo cá em casa! Até a princesa que todas as refeições me diz "Eu não gosto desse comer!", deitou logo uma garfada e saboreou sem um pio!
O paizinho também deixou o pratinho "limpo".
Esta é para repetir!
Obrigada Mónica!
; )

30 de setembro de 2009

Pastéis de Nata


"No inicio do Século XIX, em Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, laborava uma refinação de cana-de-açúcar associada a um pequeno local de comércio variado. Como consequência da revolução Liberal ocorrida em 1820, são em 1834 encerrados todos os conventos de Portugal, expulsando o clero e os trabalhadores. Numa tentativa de sobrevivência, alguém do Mosteiro põe à venda nessa loja uns doces pastéis, rapidamente designados por "Pastéis de Belém". Na época, a zona de Belém era distante da cidade de Lisboa e o percurso era assegurado por barcos de vapor. No entanto, a imponência do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém, atraíam os visitantes que depressa se habituaram a saborear os deliciosos pastéis originários do Mosteiro. Em 1837, inicia-se o fabrico dos "Pastéis de Belém", em instalações anexas à refinação, segundo a antiga "receita secreta", oriunda do convento. Transmitida, e exclusivamente conhecida pelos mestres pasteleiros que fabricam artesanalmente na "Oficina do Segredo", este receita mantém-se igual até aos dias de hoje."

Fonte: http://www.pasteisdebelem.pt/


A receita que aqui deixo não é dos Pastéis de Belém. Essa poucos sabem... É do Pastél de Nata como eu faço!
Era suposto ser para o lanche mas acabou por ser um after dinner... hiper calórico!

500 gr massa folhada
2 dl natas
4 gemas
1 c. chá de farinha maisena
100 gr açúcar
casca de limão q. b.
açúcar e canela em pó a gosto


Para o sucesso dos pastéis de nata é importante utilizar uma massa folhada de qualidade. Já experimentei a da iglo e até a do continente que me pareceram boas. A que fiz hoje era do Lidl e não gostei.
Temos agora sugestões/receitas de massa folhada caseira para quem estava à espera de oportunidade para testar... aqui e aqui... está tudo explicadinho! Fiquei com vontade de experimentar. Hoje tinha massa folhada, fresca, no frigorífico. Foi a que usei.
Estende-se a massa com a ajuda do rolo e farinha até ficar o mais fina possível. Enrola-se a massa num rolo comprido, deve ficar com um diâmetro de 5 cm. Se tiver mais que isso estica-se ligeiramente enrolando (como fazia à plasticina quando era miuda). Corta-se o rolo em fatias de 2 cm. Cada fatia vai servir para uma forminha que deve ser passada préviamente por água fria.
Com os polegares molhados em água forra-se as forminhas.
A massa fica em repouso enquanto se faz o creme.
Misturo num tacho, as natas com 4 gemas peneiradas, 1 colher de chá de farinha maisena, 100 gr de açúcar e uma casquinha de limão.
Leva-se a lume brando até começar a ferver, mexendo sempre.
Deixa-se arrefecer ligeiramente. Quando estiver morno deita-se 1 colher de sopa mal cheia em cada forma.
Leva-se as formas todas num tabuleiro, ao forno bem quente (250ºc) por 15 a 20 minutos.
Os meus estiveram 18 minutos.
Desenformam-se frios. Ou se forem como eu e não conseguem esperar... ainda quentes, mas com muito cuidado. Porque enquanto quentes são muito moles.
Polvilhar com açúcar e/ou canela em pó.

Para mim foi com os dois!

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